Coluna da Malú...

Maria de Lourdes Medeiros Bruno


Chegou????????

Publicado em : 9/1/2018



Nem deu ainda para notar!

 

Tudo continua, na mesma!

Tal qual a letra ....”a mesma praça...o mesmo banco....”

E nenhuma novidade. Apenas no calendário...Pequena, mas que inspira a pequenas esperanças em esperanças pequenas.

E como mudar, fazendo sempre as mesmas coisas?

Votando sempre nos mesmos, com as mesmas caras de pau, mentindo e enrolando eleitores e cidadãos?

Fala-se tanto na palavra mudança, mas na hora H. Tudo volta ao normal da anormalidade!

Mas, acende-se o famoso rojão, não o do final de ano, mas o da eleição, onde o eleitor terá a oportunidade de se refazer diante dele mesmo, priorizando a qualidade da  própria vida.

Reclamações, às vezes já passaram do tempo de validade. Estão perdidas no cinismo de quem as ouve. E, no pouco caso daqueles que poderiam resolver, mas...

“É assim que o mundo gira” Como dizem. 

Reforma, re-forma, em forma ou deforma?

Publicado em : 1/12/2017



Só o trabalhador, o funcionário causa despesas, ônus... de preferência os pequenos.

 

 

Os menos graduados os sem assessoria, sem auxílios (paletó, cueca, moradia, serventia e por aí vão os auxílios...).

 

 

Mas, comentam: “- Está   na constituição! É constitucional!”

 

Se a Carta Magna fosse seguida... A reforma/deforma seria para todos, sem a mínima exceção!

 

O Brasil não aguenta mais! Vai quebrar! É muita regalia!”

 

Mas, para quem?

 

Mas para quem?

 

Para quem apenas vota e não comparece?

 

Funcionário quando falta deve repor. Por que não acontece a   mesma coisa, com todos, sem exceções?

 

Quem paga a conta? Quem aprova a reforma/deforma ou quem está pagando por ela?

 

Agora, imaginando várias considerações, tais como: “- Eu fiz!”; “Eu trouxe!”; “Eu consegui!”.

 

Fez o quê? Conseguiu o quê? Está lá para quê?

 

Sim. Para trabalhar! Cumprir horário, não se encher de assessores onerando os gastos públicos!

 

E por quê? E para quê?

 

Comunicação instantânea não precisa de marketing filantrópico!

 

E a “Reforma da Previdência” combina com Proposta de Fundo Eleitoral?

 

Segundo a Folha de São Paulo/poder A10:

 

“... ninguém garante que o fundo ficará restrito a R$1,7 bilhão. O texto aprovado no Senado utiliza expressão “ao menos”, o que abre uma brecha para que os parlamentares aumentem a cota prevista para as campanhas.”

 

“... o projeto será um cheque em branco dado ao Congresso”

 

Dá para entender?

 

Uma Reforma nas Urnas Eleitorais se faz presente para que   não se transformem nas Urnas Funerárias dos Cidadãos que trabalham, assinam pontos e cumprem a carga horária diária!

 

 

BIBLIOGRAFIA: 

CARAZZA, Bruno. Proposta de fundo eleitoral aumenta o poder de caciques partidários. In: Folha de São Paulo, 29 /09/2017, Caderno 1, p.10 

CERA: Espaços da Vida e da Arte!

Publicado em : 26/9/2017



Diz  adágio popular que “recordar é viver” ou “sofrer duas vezes”! Mas, no caso dos alunos do CERA ou CENTRO DE EDUCAÇÃO RURAL DE AQUIDAUANA, o recordar torna-se um ponto de referência para os alunos que lá estudaram no  ano de 1978.

 

O princípio da vida escolar desses alunos volta-se para a família de cada um, na confiança de deixar os filhos, sobrinhos ou netos lá estudarem em regime de internato. Difícil a separação, notadamente, em se tratando das meninas!

 

 

Mas aconteceu! E, logo na chegada, junto com elas e eles, o tradicional apelido para cada um, que permanece até hoje, respeitando   características  físicas  e psicológicas, até então conhecidas. Convém lembrar que o  ano  em destaque é 1978, porque hoje, 2017 os momentos são outros!      Vigorosamente outros!  Não existiam as  expressões  “politicamente correto”, “assédio    sexual”,”bullyng” ou qualquer outra expressão caracteristicamente  exemplar incomum !

 

 

E respeitando as características regionais e linguísticas os apelidos se tornavam donos de um espaço vivencial e estudantil.

 

 

Eram mais fortes e reais que os nomes e habitavam comodamente as salas de aula, o refeitório, os alojamentos...enfim todos os espaços e chegaram até a cidade, no caso Aquidauana, viajando além fronteiras! E a linguística tornou-se algo a ser estudado quando se tratava do apelido de cada um e não os nomes de batismo! Costumavam ter um referencial histórico, em questão de segundos, para logo depois apelidarem....sem nenhum algoritmo, ou tecnologias sofisticadas!    

 

 

Mas esses jovens com seus apelidos já existiam e viviam a vida de jovens! E por que não?

 

 

Sem medos ou com eles, viviam e aproveitavam a vida com senso de humor, mas muito humor, mesmo! Com peças teatrais clássicas, ensaiadas depois de um exaustivo horário escolar técnico e rural, com dez avaliações bem divididas e com muito conteúdo, respeitando a legislação educacional vigente... e mais práticas de campo e muitas práticas de campo...colheita e plantio...vida dura, mas não estavam estudando para serem técnicos agrícolas em agropecuária?

 

 

Lá se foram, 39 anos... de jovens, no ontem e no hoje homens que vivenciaram um rigoroso e vigoroso  universo social e estudantil numa cidade desconhecida e distante, no momento da chegada...e com muita gente estranha e incomum aos olhos do “agriculino”...Era o início do inesperado...do destino aberto como o oceano! E os professores lá estavam como sempre estiveram, a postos com a tradicional rotina pedagógica envolvidos, como sempre no de ensinar e do aprender, assim como seus alunos! A tradicional reciprocidade.

 

 

E nesse tempo aqui ficaram. Estudaram e se tornaram referências de vida e arte.

 

 

Por quê?

 

 

Porque se envolviam de corpo e alma, sangue e divindades, sim. Porque participavam, e eram divinos no que realizavam e se tornaram, na época ícones que até hoje vivenciam no universo de 39 anos passados.

 

 

 

 

E o passado, hoje, serve apenas como referência porque já repensavam em como trabalhar o futuro profissional e existencial. Administravam a vida de “agriculino”, para mais tarde viverem como profissionais e chefes de família.

 

 

Sabiam utilizar de todos os momentos proporcionados pela instituição, mesmo na distância de 12 quilômetros da cidade de Aquidauana, pois tinham um ônibus e dele aproveitaram bem, indo nas festas, participando dos desfiles escolares e cívicos. Sempre se faziam presentes, porque a própria comunidade solicitava, principalmente a feminina, porque eram charmosos...galantes e inovadores. 

 

 

As meninas, mais tímidas, sempre presentes e atuantes. Sabiam muito bem conviver com  o universo masculino, driblando o machismo pantaneiro.

 

 

Ser mulher, no passado e no presente requer maestria e arte. E elas, mesmo em menor número eram fortes e firmes. Eram e são “senhoras dos seus próprios destinos”. 

 

 

Cada um com seus destinos, respeitando o do próximo, inovando um cotidiano escolar duro e com horários da famosa prática de campo voltada para o universo rural, sempre em função de uma natureza pródiga e caprichosa. O tempo não era só o “senhor da razão”, mas o senhor do relógio e do próprio clima e eles sabiam e trabalhavam com isso. Já eram administradores potencializados. 

 

 

E como tais, trabalhavam a solidão e a distância das famílias. O afastamento da casa, como lar e morada. Já viviam conforme o mundo se apresentava. Eram proativos. Tomavam decisões rápidas. Não esmoreciam. A ordem era viver e com tenacidade.

 

 

E a viram refletidas na árvore que plantaram e dali relembraram, as expectativas de trabalho, da construção de uma família, do bem-estar material, social espiritual, da vida em comum, dos  anseios   de todo e qualquer jovem na idade estudantil e no doce sabor da vida de adolescentes em pleno vigor das atitudes, das tomadas de decisões.

Era o breve início da vida adulta, porque tal qual a colmeia, o eterno ícone do CERA, já se organizavam a para produzir a vida com sabor de mel e trabalho! 

Chuvas para que te quero?

Publicado em : 25/9/2017



Quero, para molhar as minhas tristeza... e também levá-las correntezas abaixo...


Quero, para sentir o cheiro da saudade! E saudade tem cheiro?


Lógico que tem! 


É um cheiro certeiro que vai para dentro da alma e nos sentir o coração!...


Quero a chuva do momento! Dos amigos! Da terra do sol e do mar ! 


Quero a chuva com o barulho: do tempo perdido, do amigo escondido e de todo o perigo!


Quero a chuva que nos faz sentir mais fortes e felizes no cheiro fresco da água no chão...


A chuva dos pássaros ligeiros! Dos voos certeiros e de todos os deslizes!


Enfim....Quero a chuva, mas a que olha e molha e depois vai embora... com ou sem demora!
 




  • 1
  • 2

Sobre o autor


Maria de Lourdes Medeiros Bruno
Professora aposentada, habilitada em Letras e Literatura (Brasileira e Portuguesa), pela Universidade Úrsula do Rio de Janeiro, foi professora em várias Escolas do Estado e no Centro de educação Rural de Aquidauana - CERA