Periscópio

Victor Currales


Cara ou coroa?

Publicado em : 3/8/2016



 Nunca antes houve no município de Rio Verde de Mato Grosso uma indefinição tão grande quanto ao resultado da eleição para a prefeitura. Há que se analisarem as variáveis deste pleito para se chegar a denominadores que nada têm de comuns. Senão, vejamos.

 

O atual prefeito Mario Kruger se elegeu graças a uma conjunção de fatores políticos calcados na força de representantes do Partido dos Trabalhadores, como o Senador Delcídio do Amaral, os Deputados Federais Vander Loubet e Antonio Carlos Biffi, que aportaram recursos federais de valores históricos e inimagináveis na história do município. É claro que seu desempenho pessoal, alavancado por um talento nato para a política, contribuiu com o desfecho favorável.

 

Este último fator, desdobrado em ações pessoais de muito trabalho conquistaram o eleitorado da cidade das Sete Quedas sob inúmeros aspectos, cunharam uma identidade pessoal do mandatário, desvinculada de seus padrinhos políticos. Mario é um homem trabalhador, em sua gestão na prefeitura mostrou que sabe o que faz e não se envolveu em quaisquer escândalos capazes de manchar a sua administração.

 

Ocorre, porém, que seu principal padrinho político o ex-Senador Delcídio do Amaral, caiu em desgraça por uma série de erros e omissões que não convém, aqui, enumerar. Dele se pode dizer apenas que lamentavelmente maculou sua imagem e carreira talvez pela pior crise institucional da recente democracia brasileira e que inibe agora ações grandiosas, em torno das quais não é mais possível fazer as pirotecnias às quais os companheiros se acostumaram ao longo de uma década e meia de mandato na esfera federal.

 

Também foi o trabalho do incansável Biffi que com suas ações e recursos garantiram obras fundamentais, que garantiram a suada vitória do atual prefeito, e agora amarga o dilema de aparecer ou não ao lado do pupilo. Por isso o palpite é que ele terá uma participação discreta nesta campanha à reeleição.

 

Do outro lado do muro, o ex-prefeito José de Oliveira (PMDB), apesar de continuar com o mesmo “Modus Operandi”, de fazer política terá de convencer o eleitor de que, uma vez no cargo, será mais eficiente que o atual em equacionar os problemas da população sem o coronelismo que é sua marca pessoal.

 

José de Oliveira (PMDB), carrega agora o desgaste estar desatualizado com as novas regras de administração pública já que está há mais de uma década no sereno e de um partido cujos caciques figuram em denúncias de corrupção que ombreiam aos desmandos cometidos pelos companheiros petistas.

 

Será lembrado por ter se omitido estando sempre ao lado deles, logo ele, sempre tão severo com as falcatruas alheias! E historicamente sempre atrapalhando as administrações municipais em que não esteve à frente como as Wanderlan Marques Dorneles da Silveira, Grimaldo Pereira de Oliveira, Wiliam Douglas de Souza Brito e atualmente de Mario Alberto Kruger.

 

Em meio às desconfianças suscitadas de lado a lado por escândalos e falcatruas cometidas por terceiros sejam petistas ou peemedebistas o eleitor terá à disposição essas candidaturas em nível municipal que terão que explicar como estarão promovendo as mudanças e quebras dos paradigmas que alicerçam o atual sistema político do país e como se livrarão dos fatos desabonadores do alto comando partidário: De um lado, Marcus Viana, do PT do mensalão, do petrolão, da crise econômica, de Dilma, dos escândalos de Lula, Zé Dirceu, Vaccari Neto, Delúbio Soares e Companhia Ltda. Do outro, Eliane Sinhasique do partido de Eduardo Cunha, Renan Calheiros, Romero Jucá, José Sarney, Michel Temer e associados.

 

Uma onda de revolta se levanta e movimenta o eleitorado e sob o auspício da nova regra eleitoral, o eleitor deverá definir qual agremiação apoiará para o comando do município de Rio Vede de Mato Grosso.



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