21/09/2017 12h35 - Atualizado em 21/09/2017 12h35

Servidores administrativos da Educação de São Gabriel do Oeste participaram da paralisação por reajuste e piso maior que o mínimo em MS

Victor Currales/Fetems

Imagens: Victor Currales

Depois que cerca de 1,2 mil servidores estaduais administrativos da Educação fizeram um dia de Paralização e comparecerem à sessão da Assembleia Legislativa desta quarta-feira (20), os deputados estaduais querem marcar uma reunião com o secretário estadual de Governo Eduardo Riedel para a próxima semana para discutir melhoras salariais para a categoria.

 

A ideia tem apoio do presidente da bancada do PMDB, Eduardo Rocha. “Se vier projeto para incorporar abono no salário eu sou favorável e os correligionários também”. Amarildo Cruz (PT) disse que é preciso que as distorções sejam amenizadas.

Algumas das reivindicações dos administrativos

 

“O governador precisa ceder para corrigir esse erro histórico que é a falta de valorização dos administrativos. É preciso ter ações práticas ao invés de discurso para a categoria”.

 

Paulo Siufi (PMDB), Onevan de Matos (PSDB), Herculano Borges (SD) e Zé Teixeira (DEM) discursaram apoiando os pedidos da categoria. Pedro Kemp (PT) disse que o abono não é a melhor política salaria a ser adotada pelo Estado.

 

Líder do governo na Casa, Rinaldo Modesto (PSDB) disse que ninguém é contra o pleito dos administrativos. “Só é preciso ser coerente. Nunca vou usar o microfone para aplausos”. Ao fazer a afirmação, foi vaiado pelos administrativos.

 

“Fico triste, Como professor, quero ajudar e as pessoas não entendem”. Ao fim da sessão, os deputados recebem o governador Reinaldo Azambuja (PSDB) para uma reunião, antes do líder do executivo estadual seguir para agenda em Corumbá.

Os profissionais pedem um ‘reajuste digno’ para a categoria em cartazes. Presidente da Fetems, Jaime Teixeira afirma que o piso da categoria hoje é de R$ 805. “Deveria ao menos ser comparado ao salário mínimo. Ao menos receber a incorporação do abono de R$ 200”, comentou.

 

A referência da categoria está congelada desde 2015 e desde julho estariam prejudicados os pagamentos de progressões e promoções funcionais. “A categoria também cobra realização imediata de concurso, é um déficit de 1,2 mil funcionários”, ponderou. Atualmente, o Estado trabalha com um quadro funcional de 6,5 mil trabalhadores.

 

Por telefone o Secretário de Formação Sindical e Ex-Presidente do Simted do município de São Gabriel do Oeste, Onivan Correa, informou que cerca de 50% das escolas estaduais paralisaram suas atividades de forma integral e sobre o questionamento sobre a divisão dos setores dentro da mesma categoria o da Educação separando os interesses e conquistas dos administrativos e professores, Onivan explicou que essa divisão vem da parte do governo estadual que os divide por categorias e faixas salariais sendo que até mesmo a Lei do Piso Nacional do salário base do professor não contempla os servidores administrativos.

“Nós enquanto estivemos à frente do Simted em São Gabriel do Oeste, sempre tentamos o diálogo com os representantes desses setores da Educação e buscamos harmonizar esse detalhe burocrático com um tratamento igualitário por parte de nosso sindicato”, esclareceu Onivan.

 

São Gabriel do Oeste

 

Nossa reportagem conversou com a Diretora da Escola Estadual Dorcelina Folador Silvia Fátima Lazzaretti Viana, localizada no Assentamento Campanário que tem cerca de 200 alunos divididos em duas turmas: No Matutino recebe alunos do 6º ao 9º ano do Ensino Fundamental e o 1º ano do Ensino Médio já no período Vespertino os alunos da 1º ao 5º ano das séries iniciais, que retratou muito bem a realidade funcional dos trabalhadores administrativos da escola e as consequências da suspensão de suas atividades.

 

Política de Valorização, Incorporação do Abono, Publicação e Pagamento das Promoções e Progressões Funcionais, Reestruturação da Carreira, Pró-Funcionário e Concurso Público, estão sendo reivindicados pelos trabalhadores administrativos da Educação de Mato Grosso do Sul.

 Os portões da Escola Dorcelina Folador estiveram assim ontem dia 20, por conta da paralisação

"Hoje tivemos esta paralização e os nossos administrativos estão em Campo Grande e para nós aqui na escola ou comunidade é um momento de reflexão pois todos lutamos pela valorização dos servidores e servidoras administrativos/as nas Escolas, pois sem eles não têm a mínima possibilidade de ter Educação nas mesmas, e nos solidarizarmos com eles já que eles sempre estiveram com os professores em suas lutas por melhores condições de trabalho e salarial!", pontuou a Diretora Silvia Fátima Lazzaretti Viana.

 

 

* Nossa reportagem tentou entrar em contado via Face com a professora Miriam Bonilha Nogueira (SIMTED), até o término da edição da matéria sem sucesso.   


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