27/03/2017 08h48 - Atualizado em 27/03/2017 08h48

Na Canela – Petrallas bateu na mesa!

Thiago Lopes de Faria

A vitória do Operário sobre a Serc por 2 a 0 na tarde de domingo(26) no Morenão, marcou mais uma vez o atrito entre a torcida operariana e o técnico Celso Rodrigues.

 

 

Membros da torcida organizada do galo ficaram calados nos 15 minutos inicias do jogo e na etapa final, protestaram contra o treinador principalmente na hora das alterações.

 

 

Diante disto, em entrevista ao repórter Nelson Corrales da Rádio Esporte MS durante o Programa Prorrogação, o Presidente do clube Estevão Petrallas bateu na mesa e saiu em defesa do treinador e da comissão técnica.

 

 

Segundo Petrallas, o atrito entre ele, a torcida e o protesto contra o treinador, começaram no jogo diante do Luziânia em Campo Grande pela Copa Verde.

 

 

De acordo com denúncias de torcedores do galo, houve cambismo na troca de garrafas pet por ingresso e a venda desses ingressos na porta do estádio.

 

 

Segundo alguns torcedores, esse “cambismo” foi feito para arrecadar dinheiro para compra de alimentos para os jogadores, versão desmentida por Petrallas.

 

 

Segundo o Presidente do galo, alguns torcedores enviaram alimentos ao clube mas nada referente ao cambismo feito do lado de fora do estádio.

 

 

Petrallas ainda afirmou que não admite interferência dentro do clube em troca de arroz e feijão. “Quem quiser ajudar é bem-vindo mas não aceitarei jamais interferência de torcedores no departamento de futebol”.

 

 

Estevão disse ainda que a relação ficou conturbada após ele ter gravado um áudio no grupo da torcida e que teria gerado descontentamento da maioria.

 

 

“Eu gravei um áudio e se for o caso, me retratarei e pedirei desculpas. Mas quem acha que por dar um pacote de arroz ou feijão vai mandar no clube está enganado. Se for preciso eu devolvo o dinheiro mas não aceito intromissão aqui”, disparou Petrallas.

 

 

Jogadores do elenco do galo também reclamaram da manifestação da torcida contra Celso Rodrigues. Eduardo Arroz e França saíram em defesa do treinador ao final da partida.

 

 

“O torcedor precisa vir para nos apoiar durante o jogo. Se eles não gostaram do que viram, deixem para vaiar no final. Nos precisamos deles nos ajudando e não atrapalhando”, disse Arroz.

 

 

Já França usou os números para reclamar da torcida. “Ano passado fizemos 19 pontos e ficamos em 2º lugar. Este ano terminamos na liderança com 20. O que mais eles querem? Eu não entendo”, questionou o goleiro.

 

 

Resta saber diante disto qual será o posicionamento da torcida organizada do Operário, apoio ou protesto. Faltam seis jogos pro time sair da fila que já dura 20 anos.

 

 

Me parece claro que se o time, diretoria, comissão técnica e a torcida estiverem juntos são mais fortes. Pela primeira vez no ano Petrallas me passou convicção do que está fazendo.

 

 

É óbvio que vencer o pior time da chave ajudou a ter essa convicção e independente dos bastidores do clube, ele verdadeiramente deixou claro para  torcedor quem manda no clube.

 

 

 

O trabalho é bom e os números falam por si. Pode melhorar se o treinador mudar algumas convicções e buscar alternativas para superar adversidades táticas que surjam.





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