Entidades socioambientais estão se mobilizando contra a possível redução do orçamento federal destinado ao manejo do fogo, previsto no PLOA (Projeto de Lei Orçamentária Anual) de 2026. Os ambientalistas alertam que o corte, de quase 65%, pode comprometer ações de prevenção e combate a incêndios florestais em áreas prioritárias do país.
Pelo texto orçamentário, os recursos deverão cair de R$ 188 milhões em 2025 para R$ 66 milhões no próximo ano. A proposta será provada nesta sexta-feira (19), durante a sessão conjunta do Congresso Nacional, no Plenário da Câmara dos Deputados, a partir das 12h, quando os parlamentares votarem o Orçamento de 2026.
Em nota, a rede ArticulaMIF e 40 instituições parceiras alertam que o corte ameaça avanços recentes no enfrentamento a incêndios florestais, impulsionados pela política do MIF (Manejo Integrado do Fogo), pela ampliação de recursos e pela articulação entre governos. Segundo as entidades, a redução compromete-se desde a contratação de brigadistas até a compra de equipamentos, logística em áreas remotas e ações preventivas como capacitação, monitoramento e planejamento.
A gestora de projetos da Ecoa, Fernanda Cano, afirma que entre as áreas prioritárias do país estão o Pantanal e também todas as terras indígenas em que o Prev Fogo atua, como a Cachoeirinha, Kadiweu, Limão Verde, Ipegui, Guató, La Lima e áreas da União.
Para Leonardo Gomes, da SOS Pantanal, os avanços dos últimos dois anos estão diretamente ligados à consolidação da Política Nacional de Manejo Integrado do Fogo, aprovada em 2024. Na rede social da entidade, Gomes disse que cortar o orçamento agora significa um retrocesso, exatamente no momento em que o risco de incêndios aumenta com as mudanças.
