Soja ainda não foi plantada, mas 50% da safra foi comercializada no Estado

Estimativa do setor produtivo aponta crescimento em área e produtividade em 2021

| VICTOR CURRALES


Algumas propriedades terminam a colheita do milho, outras preparam o plantio da soja - Foto: Divulgação

O plantio da próxima safra de soja está autorizado desde o dia 16 de setembro, quando teve fim o período de vazio sanitário. Em decorrência da falta de chuvas, a semeadura deve começar nas primeiras semanas de outubro. 

As projeções seguem positivas, com estimativa de aumento tanto para a produtividade quanto para a área plantada. Apesar de ainda não ter sido plantada, a safra 2020/2021 já registra 50% de comercialização.

Segundo o boletim Casa Rural, da Federação da Agricultura e Pecuária de MS (Famasul), a área plantada de soja no Estado deve ser ampliada em 7,55%, no comparativo com a safra passada. A área deve passar de 3,389 milhões para 3,645 milhões de hectares.  

Já em relação ao volume de grãos produzidos, é esperado crescimento de 2,35%, saindo de 11,325 milhões de toneladas na safra 2019/2020 para 11,591 milhões de toneladas na safra 2020/2021, um novo recorde. 

A produtividade para a próxima safra está estimada em 53 sacas por hectare.

“A expectativa é de que a safra seja semeada em meados do mês de outubro, por conta das previsões climáticas não indicarem precipitações consistentes no mês de setembro. Não haveria problema com a semeadura neste período, haja vista que nos últimos oito anos 62,4% do plantio ocorreu entre os dias 9 e 30 de outubro”, informou o relatório.

Ainda de acordo com o boletim, as previsões demonstram grande variação na precipitação, a expectativa é de que a produção da safra seja dentro da média dos últimos cinco anos.

A área de soja no Estado está em crescimento, a expansão ocorre em áreas que eram destinadas ao cultivo de pastagem e cana-de-açúcar. 

Foi observado aumento de áreas nos municípios: Juti, Bela Vista, Ponta Porã, Maracaju, Bonito, Aral Moreira, Terenos, Sete Quedas, Jaraguari, Bandeirantes, Campo Grande, Nova Alvorada do Sul, Rio brilhante, Caarapó, Laguna Carapã, Ribas do Rio Pardo, Jateí, Anaurilândia e Iguatemi.

Mesmo sem ainda ter sido plantada, mais da metade da safra de soja foi comercializada. Segundo levantamento realizado pela Granos Corretora, até 21 de setembro o Estado já havia negociado 50,20% da safra 2020/2021, avanço de 16 pontos porcentuais se comparado a mesmo índice apresentado em igual período de 2019 para a safra 2019/2020.

Colheita do milho está quase concluída  

A colheita do milho segunda safra 2019/2020 está praticamente finalizada. O cereal apresentou resultado acima da média esperada mesmo diante das intempéries climáticas. 

O plantio da cultura foi realizado mais tarde, em virtude do atraso na semeadura da soja, sofreu com geada, estiagem e, por fim, com o excesso de chuvas. Mesmo assim a produtividade chegou à média de 76 sacas por hectare.  

Conforme os dados do boletim Casa Rural, 97,3% da safrinha foi colhida em MS. A área plantada de milho 2ª safra de Mato Grosso do Sul está confirmada em 1,895 milhão de hectares, com uma redução de 12,79% quando comparada com a área da safra 2018/2019, que foi 2,173 milhões de hectares. 

A produtividade é estimada em 76 sc/ha, gerando a projeção de uma produção de 8,650 milhões de toneladas.

Conforme a Associação dos Produtores de Soja e Milho de MS (Aprosoja-MS), a safrinha pode chegar perto de 9 milhões de toneladas colhidas. “A região norte já finalizou a colheita, estamos terminando na região sul e fronteira. Inicialmente, a Aprosoja estimou 72 sacas por hectare, por causa da previsão de geadas, granizo, etc. Depois, atualizamos para cima [76 sc/ha] e agora acreditamos que deve ser maior. A estimativa é de chegar a 9 milhões de toneladas colhidas”, considerou o presidente da Aprosoja-MS, André Dobashi.

Levantamento realizado pela Granos Corretora aponta que até 21 de setembro a comercialização da segunda safra de milho chegou a 62%, avanço de 8 pontos porcentuais se comparado com o mesmo período de 2019.

 

Fonte: Súzan Benites/CE


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