Chuva forte em Campo Grande não dá trégua e causa alagamentos

Previsão indica que os temporais devem continuar até o fim do mês

| VICTOR CURRALES


Populares prestando ajuda aos ocupantes do veículo inundado - Foto: Álvaro Rezende

A chuva que teve início por volta das 13h30 desta quarta-feira (27), em Campo Grande, já registra 47.8 milímetros, de acordo com os sensores do Centro de Monitoramento de Tempo e Clima (Cemtec).

Na tarde de ontem (26), o mesmo Centro divulgou dados referentes a janeiro. No acumulado, até a data foram registrados 296 milímetros na Capital, um número bem maior que o esperado para todo o mês, que era de 225,4 mm.

Sem ventos significativos, sendo que os da forte chuva de hoje ficaram na casa dos 38km/h, a previsão é de que o clima permaneça com as pancadas de chuva até o início de fevereiro.

Junto aos temporais que se repetem quase que diariamente, e já eram previstos no prognóstico do Verão de 2021, causam novos e até a volta de antigos estragos à estrutura da cidade.

Pontos já conhecidos da população, como a região da rotatória das avenidas Rachid Neder e Ernesto Geisel, sofreram com alagamentos.

O Jefferson Moreira, empresário em tecnologia, estava passando com a esposa pela região bem na hora da chuva e acabou servindo de salva-vidas para quem ficou enguiçado na enchente.

"Eu estava indo pro exame de ultrassom da minha esposa e ai, nesse caminho, eu vi um carro pequeno que tava inundando dentro da rotatória, parei e ofereci ajuda.", disse.

A mulher, que não foi identificada, conseguiu ser retirada de dentro do veículo com agarrada a uma corda que Jefferson arrumou com os comerciantes de uma floricultura e com trabalhadores de duas construtoras que estavam no local.

Na sequência, outro pedido de ajuda. Um veículo que o empresário classificou como sendo um "caminhãozinho" também ficou preso na correnteza, e os dois ocupantes foram retirados.

Estado
Em Mato Grosso do Sul as chuvas se concentraram mais na região sul do estado e a cidade que registrou o maior índice de precipitação foi Aral Moreira, com 52.2 no acumulado das últimas horas.

Outros municípios que também registraram temporal foram: Bonito, Nova Alvorada do Sul, Itaporã, Dourados, Rio Brilhante, Ivinhema, Laguna Carapã, Ponta Porã, Aral Moreira, Caarapó, Itaquiraí, Iguatemi, Ribas do Rio Pardo, Corumbá, Coxim, Rio Verde de Mato Grosso e Bela Vista.

Segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (INMET), no estado foram registrados 711 raios até às 15 horas desta quarta-feira (27).

No acumulado do mês, em janeiro, Mato Grosso do Sul somou 2664,3 mm de chuva e, apesar das tempestades parecerem ultrapassar a média esperada, janeiro de 2021 ainda não é o mais chuvoso da história, ficando em terceiro lugar.

Desde que o INMET passou a calcular os dados, o verão de 2007 foi o mais chuvoso, com 4073,6 mm em janeiro, e, em segundo lugar, veio a estação de 2016, quando janeiro marcou 3724 mm acumulados.

 

Fonte: Brenda Machado


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